A caminhada cristã não é fácil. Não conheço nenhum homem sequer, nem mesmo os mais nobres homens citados na bíblia que nunca se atemorizaram por ver a falência da boa fé, a extinção do verdadeiro evangelho ou alguma coisa que o deixasse à parte do que realmente importa. Um dos exemplos mais conhecidos é o de Elias, homem prudente, sincero, justo e ‘fazedor de milagres’, que teve temor dentro de si. Se você é conhecedor dos feitos desse homem, se impressiona por ele ter passado três dias numa caverna por medo de uma mulher. Quantos de nós não passamos um tempo numa caverna dessas? O tempo não é fácil pra ninguém. Não importa se antes o tempo era mais fácil e hoje se torna tudo mais difícil. Na realidade, nem sei se esse tempo de antes era mesmo mais fácil, talvez pra quem viveu num desses tempos, e experimentou de uma caverna, fosse o tempo mal, de dor e de realidade assombrosa. Não comparado ao nosso tempo, porém difíceis em seus momentos e sentimentos, cada qual com o seu peso. Falando da caverna de Elias, lembro-me até das minhas cavernas, sim, esses momentos em que você quer fugir sem ser notado, ir pra longe de tudo e de todos que te traga angústia. Realmente não é fácil servir a Deus, não digo servir à igreja – por que, pra mim, existe uma diferença gritante entre esses dois termos – mas servi-lo com veracidade, na íntegra, é muito difícil, principalmente quando é decepcionante dividir a mesma fé com quem diz uma coisa e vive outra. Verdade, seriedade é algo cada vez mais distante da realidade eclesiástica. Muitos homens e mulheres, tal como Elias, se amedrontam dentro de uma caverna por não acreditarem mais nesse caminho de paz, de amor, por verem suas congregações cheias de mentira, de panos quentes em algo que deveria ser corrigido e tratado. Não me prendendo em detalhes, até pra não expor o corpo de Cristo, muitos sabem do que falo, e onde o calo aperta. Como é difícil enxergar algo verdadeiro no meio de gente que descaradamente compromete a Palavra de Deus com a sua vida de mediocridade. Sim, é duro se continuarmos olhando para essas pessoas ou coisas que não vão durar. A bíblia nos diz pra deixar crescer o joio no meio do trigo, pois arrancá-lo agora nos trará dor, mas haverá uma colheita, uma grande colheita, e o semeador cuidará de separá-los, pois os conhece muito bem, nós não os conhecemos. A sensação de alívio ao descobrir isso, é tamanha porque não precisamos nos preocupar com o que vemos aqui, já temos o árduo trabalho de permanecer no caminho correto, já temos o peso de responder por nós, não precisamos carregar mais esse fardo. O plano de Deus é com você, é particular. A obra dEle é com você. O acerto de contas é individual, isso nos traz paz. Temos uma promessa real do que ganharemos se permanecermos fieis. Pensando assim, não há necessidade de uma caverna, temos a certeza de que tudo terá o seu veredito final, a sua recompensa, ou não. Sair da caverna na certeza de que tudo que precisamos é acreditar no que a Palavra de Deus diz quem somos e do que precisamos pra vencer é tudo que realmente importa pra continuar, e o resto não é problema nosso. Eu poderia me estender mais, porém não acredito que seja necessário.
Por Évilin Melo.
terça-feira, 26 de novembro de 2013
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
Em Tão Tão Distante
Hoje foi um daqueles dias em que eu sentei no meio fio da calçada da minha rua, olhei pra cima e fiz aquela pergunta comumente presente na vida de qualquer ser humano: - Onde vou estar daqui há alguns anos, como estará minha vida?
Isso me fez voltar um pouco no tempo e lembrar dessa mesma pergunta há alguns anos atrás. Hoje não é nada do que eu imaginei, naquele tempo eu não seria nada do que sou hoje. Mas o que são os nossos planos senão engano se não forem projetados por Deus? Somos um sopro, uma folha, sem poder algum.
Essa mesma calçada me fez enxergar passarinhos no fio elétrico de um poste sem valor algum, poucas pessoas os notam, mas alguém tão importante e supremo os vê e cuida deles com tanta proteção, amor. Ele os alimenta, os mostra abrigo, o caminho a seguir. Que tamanho amor, por pequenos passarinhos... Voltei os olhos pra mais perto do chão, agora era eu, o meio fio e um palito riscando o chão, e continuei pensando...
Não importa a condição que eu me encontre hoje, o que me virá pouco importa também, se eu tiver os olhos do Deus supremo sobre mim, é tudo que realmente tem valor. É tudo que eu preciso. Não quero sonhos realizados se Ele não for comigo, meu futuro sem Ele é tão vazio que é a mesma coisa de estar morta. Eu só quero a vontade dEle de verdade, pra valer. Tudo só faz sentido se Ele estiver. Deve ser por isso que eu não caminhei caminhei por outras Terras, não vivi outras aventuras, certamente Ele não estaria comigo. Logo, tudo que eu tenho e vivo, faz o maior sentido. Ele estava comigo o tempo inteiro, isso já vale muito a pena por tudo que não realizei. Levantei do meio fio e voltei pensando: Ele cuida dos passarinhos, não descuidará de mim!
Por Évilin Melo
Isso me fez voltar um pouco no tempo e lembrar dessa mesma pergunta há alguns anos atrás. Hoje não é nada do que eu imaginei, naquele tempo eu não seria nada do que sou hoje. Mas o que são os nossos planos senão engano se não forem projetados por Deus? Somos um sopro, uma folha, sem poder algum.
Essa mesma calçada me fez enxergar passarinhos no fio elétrico de um poste sem valor algum, poucas pessoas os notam, mas alguém tão importante e supremo os vê e cuida deles com tanta proteção, amor. Ele os alimenta, os mostra abrigo, o caminho a seguir. Que tamanho amor, por pequenos passarinhos... Voltei os olhos pra mais perto do chão, agora era eu, o meio fio e um palito riscando o chão, e continuei pensando...
Não importa a condição que eu me encontre hoje, o que me virá pouco importa também, se eu tiver os olhos do Deus supremo sobre mim, é tudo que realmente tem valor. É tudo que eu preciso. Não quero sonhos realizados se Ele não for comigo, meu futuro sem Ele é tão vazio que é a mesma coisa de estar morta. Eu só quero a vontade dEle de verdade, pra valer. Tudo só faz sentido se Ele estiver. Deve ser por isso que eu não caminhei caminhei por outras Terras, não vivi outras aventuras, certamente Ele não estaria comigo. Logo, tudo que eu tenho e vivo, faz o maior sentido. Ele estava comigo o tempo inteiro, isso já vale muito a pena por tudo que não realizei. Levantei do meio fio e voltei pensando: Ele cuida dos passarinhos, não descuidará de mim!
Por Évilin Melo
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Batimento Cardíaco
Nossa vida é assim, cheia de altos e baixos como um
batimento cardíaco. Voa como águia e é passageira como uma nuvem. Há quem diga
que se faz necessário os batimentos dessa vida para nos fazer sentir vida, nos
fazer viver. Não há como discordar de algo tão vital.
Cada batida nos traz algo, ou de bom ou de ruim, ou pra ficar ou para ir. Não diferente do ciclo natural que acontece com o nosso corpo, com o nosso coração, nessa vida que nos propõe escolhas, podemos escolher o motivo de cada batimento acontecer, obviamente, são batimentos involuntários, mas o que os motiva não foge do nosso controle. Claro, existem coisas inesperadas, e que de um momento para o outro tudo pode acontecer, e que mesmo querendo expulsar vão ficar, por que o destino se encarrega de trazer ou de levar embora o que ele bem quer e não cabe a nós decidir o que fica, ou o que vai, nesse caso, não tem como interferir. Mas como intervir nos ciclos que nos levam para a linha da vida, da nossa vida? Há coisas que me fazem pensar nisso costumeiramente, e na maioria das vezes, todos os dias. A motivação de fazer palpitar, de fazer viver, de movimentar-se para algo ou viver em função de algo, faz toda a diferença, e é exatamente aí que podemos “nos meter”, nas coisas que fazem o coração bater, nas coisas que motivam e que incitam esses batimentos. Longe do ciclo natural, estão lá os momentos, lembranças, pessoas, sentimentos e que ao mesmo tempo moram no mesmo lugar e que são separados exatamente por esses batimentos, unidos pelo mesmo. Dá pra entender? É irônico e ao mesmo tempo tão simples e que se torna loucura pra quem não os sente. Está tudo no mesmo espaço, no mesmo lugar e é sempre tudo tão distinto. As mesmas batidas que fazem viver são as mesmas que matam e que corroem. O mortal são os mesmos batimentos. Como pode algo tão lindo, ser tão doloroso? Como descrever essa taquicardia, que quase faz o coração sair pelo peito, ultrapassar a garganta e escapar pela boca, que faz suar, que faz sentir amor mesmo em dores e em morte, em risos de alegria e tristeza, em aplausos ou em soluços. Sejam eles o que for, defina como quiser, você tem o poder, e, além disso, você pode defini-los, altos e baixos, reações ou emoções, vivê-los faz de cada batimento algo preciso.
Cada batida nos traz algo, ou de bom ou de ruim, ou pra ficar ou para ir. Não diferente do ciclo natural que acontece com o nosso corpo, com o nosso coração, nessa vida que nos propõe escolhas, podemos escolher o motivo de cada batimento acontecer, obviamente, são batimentos involuntários, mas o que os motiva não foge do nosso controle. Claro, existem coisas inesperadas, e que de um momento para o outro tudo pode acontecer, e que mesmo querendo expulsar vão ficar, por que o destino se encarrega de trazer ou de levar embora o que ele bem quer e não cabe a nós decidir o que fica, ou o que vai, nesse caso, não tem como interferir. Mas como intervir nos ciclos que nos levam para a linha da vida, da nossa vida? Há coisas que me fazem pensar nisso costumeiramente, e na maioria das vezes, todos os dias. A motivação de fazer palpitar, de fazer viver, de movimentar-se para algo ou viver em função de algo, faz toda a diferença, e é exatamente aí que podemos “nos meter”, nas coisas que fazem o coração bater, nas coisas que motivam e que incitam esses batimentos. Longe do ciclo natural, estão lá os momentos, lembranças, pessoas, sentimentos e que ao mesmo tempo moram no mesmo lugar e que são separados exatamente por esses batimentos, unidos pelo mesmo. Dá pra entender? É irônico e ao mesmo tempo tão simples e que se torna loucura pra quem não os sente. Está tudo no mesmo espaço, no mesmo lugar e é sempre tudo tão distinto. As mesmas batidas que fazem viver são as mesmas que matam e que corroem. O mortal são os mesmos batimentos. Como pode algo tão lindo, ser tão doloroso? Como descrever essa taquicardia, que quase faz o coração sair pelo peito, ultrapassar a garganta e escapar pela boca, que faz suar, que faz sentir amor mesmo em dores e em morte, em risos de alegria e tristeza, em aplausos ou em soluços. Sejam eles o que for, defina como quiser, você tem o poder, e, além disso, você pode defini-los, altos e baixos, reações ou emoções, vivê-los faz de cada batimento algo preciso.
Por Évilin Melo
segunda-feira, 7 de outubro de 2013
O Avesso de Mim
Eu
sempre prometo pra mim, não me demorar no sofrimento, por qualquer que seja o
motivo que o causou. E como de costume sempre falho na promessa. Por um olhar
ou uma palavra, uma frase lida e essas tais lembranças que não me deixam falhar
à memória. Isso é crueldade, já falei comigo mesma, que se eu continuar me
permitindo ser assim, vou acabar sumindo ou aparecendo demais, o que eu acho
que a segunda opção é a que tem mais veracidade. Não é deslealdade comigo,
muito pelo contrário, eu acho que é fidelidade em excesso a quem eu sou, e bem
que eu podia fugir de mim, de vez em quando. De repente, numa dessas, eu me
achava de vez, ou não. Nunca vou saber, só mesmo sendo quem sou, defino-me por
ser eu. Às vezes experimento ficar ao avesso e quase não consigo viver, e olhe
que eu disfarço muito bem. Tento uma linguagem mais distorcida, uma rota não
comum a que sempre faço, uns passos fora da linha e sempre me pego voltando pra
mim. E percebo que o avesso de mim também sou eu e que se fujo do que sou
encontro outra parte de mim.
Por Évilin Melo
Por Évilin Melo
segunda-feira, 30 de setembro de 2013
Seja Ensinável no Amor
Desde que nos conhecemos tem sido assim. Aprendendo uns com
os outros, nos suportando em amor. Sim, digo suportando por que no amor também
tem dessas coisas, isso não acontece apenas com casais, acontece com amigos
também, mas não é qualquer amigo, são amigos como esses, na verdade, diria,
irmãos. Eu os ganhei de presente, no dia que nossas vidas cruzaram, e eu sou
grata por isso até hoje. Eu lembro os primeiros contatos que tivemos, foram
indispensáveis pra vivermos o que temos vivido hoje. O tempo passa rápido, e eu
tenho pressa pra alguns acontecimentos, mas o que seríamos nós, em que nos
revelaríamos se não fosse o processo dessa espera? E é exatamente aí onde está
o xis da questão. Essa espera nos permite o aprendizado, que muitas vezes com
lágrimas é mais que necessário para podermos desfrutar do futuro que tanto
almejamos e sonhamos juntos. Claro, que tudo está no centro e na vontade de
Deus, que é boa, perfeita e agradável. E eu nunca imaginei aprender tanto com
vocês. Não é perfeição, é verdade, é sinceridade. É viver uma vida sem
máscaras, com defeitos, não à mostra, mas conscientes do ser humano que somos.
Os momentos que temos guardados são muito preciosos, não cabem em simples
fotos, ou papeis, é algo eterno, e vai ser eternizado sim, como pérolas em
nossos corações, até um dia, novamente nos unirmos no céu. Enquanto isso, aqui
viveremos o melhor de Deus, com à espera de Ester e Laura e almejando que elas
sejam 'irmãs/amigas' tanto quantos nós somos uns com os outros. O título desse
post, retrata exatamente o que eu quero falar, nós nos aprendemos ao longo
desses anos - que ainda são poucos, para os muitos que virão -, nos exortamos,
nos ensinamos, e posso dizer que eu sou a parte que mais aprende. Eu filtro
tudo, e fico a me perguntar: "ainda tem espaço pra aprender mais?". E
geralmente sempre tem. Não digo isso pelo que estamos vivendo ( segredo nosso
), mas por tudo que já nos aconteceu, nos afastou e agora nos aproximou de
novo. E por favor, que essa seja a ultima vez que nos afastamos, meu coração
não está preparado pra esse tipo de dano ou perda. Nosso laço é muito forte, e
não fomos trocados na maternidade, foi Deus que nos deu de presente uns aos
outros, e quer saber? Foi um dos melhores que já recebi. Essa foto foi escolhida pontualmente de um
momento tão precioso que vivemos juntos. Tempo que merece ser guardado pra
sempre, as circunstâncias não podem nos fazer parar, temos sonhos, vamos lutar
por eles, e conservar nossa amizade como tesouro precioso, uns aos outros.
Nessa sociedade vasta de pessoas, eu encontrei, com toda segurança de ser e de
dizer, eu tenho vocês, os melhores, que não me negam um ombro amigo, que não me
negam a casa de vocês, que não me negam um conselho seja ele ruim ou bom, que
não me negam a verdade. Não é pra qualquer um que tem o nome no jogo (x-box) e
no jogo do celular e eu tenho (risos), nem sou besta, isso foi só pra descontrair.
Mas no pesar de tudo, eu sou rica, não apenas por uma amizade linda entre nós.
Mas por aprender do amor bem de perto. Amo vocês pra sempre!
terça-feira, 24 de setembro de 2013
Eu Sou Eu
Hoje começo
meu dia escrevendo.
Essa frase do padre Fábio de Melo me leva a refletir em muitos aspectos da minha própria vida.
Todos nós passamos por estações, em diferentes tempos, e com elas nos deparamos com os climas que diferem uma estação da outra que nos traz a revelação da forma de reagirmos em cada uma delas. Essas reações, com o passar do tempo vai determinando quem de fato nos tornamos, não tem como voltar atrás e mudar a forma de reagir se por acaso não é assim que deveria ter agido. Mas afinal, quem somos? Será que somos o que fazemos ou cada situação nos transforma em alguém que jamais imaginamos ser, ou é apenas mais um momento e logo tudo voltará ao seu normal? Às vezes eu mesma me pergunto - diversas vezes - como agir diante de alguns invernos, o clima é tão pavoroso e me pego com medo de errar a cada novo passo. Não é falta de identificação na maioria das vezes, mas sim, ter consciência de que mesmo com todo pavor de um clima sombrio, ventoso, e frio, ele vai passar, assim como todas as estações, e se eu não souber como agir, ou até mesmo o fazer de forma errada, talvez, determine quem sou ou no que estou me transformando para as estações que virão. Se eu disser que me sinto preparada para cada nova estação, é puro engano, até mesmo pra mim, não me sinto, e é bem verdade que em algumas, eu apenas reajo. Embora, me arrependa em poucos segundos. Mas deve ser assim, sem regras. Afinal o ser humano está em mudança constante, até mesmo quando morre, está em processo de feitura. Assim como a primavera que “devendo” dar flores, vez ou outra chove o que é típico do inverno, é também na nossa vida, sendo uma pessoa pacífica em algumas mudanças de clima foge à regra. Depois de tanto me demorar, em questionamentos que ainda não ganhou respostas termino esse ‘post’ assim como comecei, com essa frase que, pra mim resume pontualmente o que quero dizer: “O que não sou também é uma forma de ser. Eu sou eu e meus avessos”. Padre Fábio de Melo
Essa frase do padre Fábio de Melo me leva a refletir em muitos aspectos da minha própria vida.
Todos nós passamos por estações, em diferentes tempos, e com elas nos deparamos com os climas que diferem uma estação da outra que nos traz a revelação da forma de reagirmos em cada uma delas. Essas reações, com o passar do tempo vai determinando quem de fato nos tornamos, não tem como voltar atrás e mudar a forma de reagir se por acaso não é assim que deveria ter agido. Mas afinal, quem somos? Será que somos o que fazemos ou cada situação nos transforma em alguém que jamais imaginamos ser, ou é apenas mais um momento e logo tudo voltará ao seu normal? Às vezes eu mesma me pergunto - diversas vezes - como agir diante de alguns invernos, o clima é tão pavoroso e me pego com medo de errar a cada novo passo. Não é falta de identificação na maioria das vezes, mas sim, ter consciência de que mesmo com todo pavor de um clima sombrio, ventoso, e frio, ele vai passar, assim como todas as estações, e se eu não souber como agir, ou até mesmo o fazer de forma errada, talvez, determine quem sou ou no que estou me transformando para as estações que virão. Se eu disser que me sinto preparada para cada nova estação, é puro engano, até mesmo pra mim, não me sinto, e é bem verdade que em algumas, eu apenas reajo. Embora, me arrependa em poucos segundos. Mas deve ser assim, sem regras. Afinal o ser humano está em mudança constante, até mesmo quando morre, está em processo de feitura. Assim como a primavera que “devendo” dar flores, vez ou outra chove o que é típico do inverno, é também na nossa vida, sendo uma pessoa pacífica em algumas mudanças de clima foge à regra. Depois de tanto me demorar, em questionamentos que ainda não ganhou respostas termino esse ‘post’ assim como comecei, com essa frase que, pra mim resume pontualmente o que quero dizer: “O que não sou também é uma forma de ser. Eu sou eu e meus avessos”. Padre Fábio de Melo
Por Évilin
Melo
terça-feira, 10 de setembro de 2013
Mudar Mudou
De repente a sua vida pode mudar. É tão inusitado por que
numa fração de segundo você pode ser a pessoa mais feliz se quiser, ou pode ser
a mais infeliz. O fim de seus dias define o resultado do seu trabalho e
dedicação investido em você mesmo. Perder tempo nem sempre é perca de tempo. O
processo que se chega a essa conclusão, inevitavelmente, é desgaste puro,
porém, não há resultado gratificante sem que se passe por esse caminho, óbvio
que esse resultado depende muito mais do posicionamento do ser do que a própria
passagem por esse percurso. Até que se chegue à glória do fim, muitas pedras,
espinhos, temporais, o árduo clima e até cansaço, são precisos, como se sem
eles fosse impossível percorrer todo o caminho. E assim o é, seria irônico
afirmar que as mudanças se dão de boas vivências ou de sorrisos, não conheço
sequer pessoas que mudam por estarem muito feliz ou muito bem, nesse caso é uma
crescente, uma continuação do que já vem sendo, com isso o fluído aumenta cada
vez mais e a tendência é só aumentar. Isso não significa mudança. Não acredito
que existem pessoas assim, que nunca encontraram uma pedra no caminho, mesmo
que pequena, por que mesmo que não passem por tantos problemas externos como
tantos outros, existem lutas interiores que às vezes ferem como espinhos que
rasgam por dentro, que é pior que qualquer pedra no pé de alguém. Em
contrapartida conheço pessoas que até que se finde a lida, encontram todo esse
conjunto no caminhar, e não conhecem formula para lidar com isso a não ser,
enfrentar, quando na verdade o que querem é fugir. Embora, de qualquer modo
reconhecem que só chegarão lá, passando por ali. Ignorar não é o melhor a se
fazer. O jeito pra mudar é apenas se viver.
Por Évilin Melo
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