Geralmente, por ser o último mês do ano, esse é o mês que "passamos a régua", na lista que fizemos no réveillon passado.
Depois desse balanço, percebemos o que nos resta de saldo: positivo e/ou negativo.
É aí, nesse meio tempo (ou pouco tempo que nos resta) do "finzinho" do ano, que bate o desespero.
Há uns meses atrás, eu estaria "pra lá" de desesperada (e olhe, que neste ano meu saldo (positivo) foi mais do que eu esperava), mas não, não estou. Embora, ainda guarde comigo muitos sonhos que não saíram do papel. "Que bom, ainda estou sonhando!", é o que me remete.
No decorrer do ano que passou e deste ano que ainda vigora, pude aprender, - e estou aprendendo - que o tempo é algo que foge completamente do nosso controle, mas não foge do controle de Deus. Aliás, nada foge do controle d'Ele, nunca. O problema, é que pensamos que Deus tem limitações, como nós temos. Por isso, nos desesperamos.
Deus sabe o que faz, Ele tem o tempo em suas mãos e governa tudo quanto existe dentro ou fora da Terra. Se houve esforço, na busca de conquistar seus ideais e "nada" aconteceu (saldo negativo), não é mero engano. Há Alguém controlando o Universo. Agradeça a Deus, porque Ele sabe o que faz com você (é o que tenho feito).
É mais fácil viver num mundo caótico, dependendo de Alguém maior que eu, do que vivê-lo dependendo de pessoas tão humanas quanto às minhas mãos, presumo.
Que o amor de Deus perdure durante o mês de dezembro e nos salve no próximo ano.
Por Évilin Melo
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
sexta-feira, 3 de outubro de 2014
Retalhos - PARTE II
Por algum motivo esses retalhos falam de mim. Afinal, somos feitos deles (será?). Juntamos tudo que acontece conosco e costuramos a fim de nos (re) cobrir dessas experiências, dos outros e nossas (pouco de nós). Acabo por entender que nos formamos muito mais de outros, outras coisas do que de nós, provenientes de escolhas que atraímos e por que não dizer buscamos? “Não busco/busquei dor; o que queria mesmo era amor”. Contudo, não se pode esperar de uma árvore, flores cheirosas sempre, e vitalidade eterna. Embora, a vitalidade também significa possuir folhas secas bem como o amor têm suas dores. Concordo com que evita a dor, mas, no findar, suspeito que não prove de um sentimento que queima a cabeça e descompassa a batida do coração. No final, a dor do amor é tão intensa quanto o sentimento de amar. Por isso, dói como alguém que estar à beira de perder-se, perder o mundo, a cor e até a dor... Entendo muito bem! Enxergo de modo simples, mesmo querendo implicar comigo mesma. Forçando-me a discordar do que eu acho e não daquilo que luto para achar.
Quem abre mão dos retalhos não terá um cobertor para se esquentar. Não cria pele, não tem resistência, não vive (não devia ser assim, a gente leva as coisas à serio demais), a gente morre de frio. Pois bem, preciso me cobrir!
Por Evilin Melo.
Quem abre mão dos retalhos não terá um cobertor para se esquentar. Não cria pele, não tem resistência, não vive (não devia ser assim, a gente leva as coisas à serio demais), a gente morre de frio. Pois bem, preciso me cobrir!
Por Evilin Melo.
Retalhos
Das diversas lembranças que carrego da minha infância, lembro-me fortemente da minha avó - por parte de mãe -, em sua velha máquina de costura com muitos retalhos espalhados pelo quarto: no chão, na cama, numa mesinha pequena, que parecia uma tábua de passar roupa. Entre almofadas e carretéis de linha, em uma diversidade de tecidos, dos quais não se podiam contar, a única coisa que eu tinha certeza é que desses muitos tecidos, a maioria deles eram retalhos, como já havia falado antes, que se tornavam empecilhos para entrar no quarto que era o mesmo local de dormir e trabalhar. Certamente, não pensei em nada naquele momento, a infância é apenas brincadeira. Todavia, por algum motivo, essa lembrança me persegue, e possuo uma memória que não me deixa falhar, em quase nada. Voltando aos retalhos que minha avó costurava, das poucas vezes que consegui adentrar aquele quarto, percebi que os retalhos estavam sendo cortados em quadrados iguais e ganhavam uma forma bonita quando costurados juntos, um ao lado do outro numa medida em centímetros que desconheço, até hoje. Eu sempre voltava para casa no fim das tardes de domingo quando costumávamos ir “passar o dia” com a família, e por esse motivo, nunca via o fim que os retalhos costurados levavam. Até que, um dia, quando fugimos à regra daquela velha rotina, fomos à casa da minha avó, e observei retalhos por sobre a cama, retalhos grudados, e agora, com uma “cara” de colcha, na verdade, era isso. Aquele “monte” de retalhos espalhados pelo chão e por todo canto que minha visão pôde alcançar, agora tinha uma finalidade: enfeitar; e mais, cobria, esquentava e era uma peça de guarda-roupas tanto quanto as outras que compramos em alguma loja de cama, mesa e banho. Só que essa colcha foi costurada pela própria pessoa que a utilizaria, logo após o seu término, isso era bem óbvio. E é aí, que me permiti refletir: retalhos diversos, de estampas desiguais e texturas incomuns; juntos podem ter utilidade, podem ter algum fim.
Quem nunca se notou separado? Quem bem se percebe, percebe também o que não há em você de você mesmo. Eu mesma poderia ser um desses retalhos, separada em várias partes de mim por pessoas que julgavam melhor separá-los. Há uma frase bem conhecida que diz que "por onde passamos deixamos sempre um pouco de nós"... Em um dado momento da vida, essa é a realidade de todos nós. O problema é como recuperar as partes já espalhadas, se é que isso é possível. Considerando a impossibilidade, de recuperá-los; o jeito é refazer-se de retalhos novos, com novas estampas, para então, costurar-nos novamente. Sentir-se novo é outra história.
Por Evilin Melo
Quem nunca se notou separado? Quem bem se percebe, percebe também o que não há em você de você mesmo. Eu mesma poderia ser um desses retalhos, separada em várias partes de mim por pessoas que julgavam melhor separá-los. Há uma frase bem conhecida que diz que "por onde passamos deixamos sempre um pouco de nós"... Em um dado momento da vida, essa é a realidade de todos nós. O problema é como recuperar as partes já espalhadas, se é que isso é possível. Considerando a impossibilidade, de recuperá-los; o jeito é refazer-se de retalhos novos, com novas estampas, para então, costurar-nos novamente. Sentir-se novo é outra história.
Por Evilin Melo
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Vinte e Um de Agosto
Quando
o Sol não quer sair e isso perdura; acostuma-se. Vive-se tranquilo. De tão
tranquilo quase não se vive. Há quem prefira. Dias chuvosos podem ser
proveitosos. Ah... Quase sempre
molhar-se e ter os pés sujos da areia salpicada da água que cai forte e que
parece lavar e levar tudo embora, que
um dia desarmoniosamente
entrou (prá dentro mesmo – se é que isso é possível), que você por vontade própria (e muita força) abandona cada dia um pouquinho. Dançar ao som do vento forte ao pé do ouvido e
por frestas de relâmpago acompanhado de trovões, quando se tenta esconder dos mesmos é uma questão
de triagem. Ora quer, ora não quer! Opta-se sempre por querer (por não fazer
bem feito a tal da triagem).
Sensação de puro gozo, paz, calmaria, solidão... É fascinante fazer tudo isso em dias de chuva, sim, radicalmente fascinante! A chuva é sua, e de mais ninguém. Nessa dança não cabem dois, nem soma, nem acúmulos (na realidade esses acúmulos, o levaram até ali). É exílio por escolha, talvez medo. Isso é a “cara do medo”.
Espere um pouco! O Sol, outrora se recolheu, entretanto, voltou. E olhe só: nem avisou. Você nem contava com isso. Programou-se totalmente para os dias de chuvas. E claro, os nublados, você tira de letra. Comprou capa de chuva, bota de chuta, guarda-chuva e essa coisa toda de inverno. Todas as peças num tom escuro que é para combinar com os dias, óbvio. Sim, mas e o Sol? Ele está aí. E agora? Sua luz cada vez mais forte começa a fazer com que você enxergue o chão que pisa ou evita pisar – há muito tempo. Ele seca as suas roupas, que parecem não combinar em nada com o dia que Ele te dá novamente (é possível?). Cheiro de flor. De brisa. Pássaros. Gente na rua, à sua volta... Coração batendo (numa alegria - relutada, afinal o Sol parecia não voltar nunca mais). Ele está aí. E agora? Parece tão perfeito que você decide trocar a roupa e não esconder-se mais. Sensação de puro gozo, surpresa, recomeço, ímpar... As coisas começam a caber, acrescer, agregar e além de tantos sinônimos, tudo soma (que é pra ser mais). Sensação térmica para o hoje: sensação par.
Évilin Melo
Sensação de puro gozo, paz, calmaria, solidão... É fascinante fazer tudo isso em dias de chuva, sim, radicalmente fascinante! A chuva é sua, e de mais ninguém. Nessa dança não cabem dois, nem soma, nem acúmulos (na realidade esses acúmulos, o levaram até ali). É exílio por escolha, talvez medo. Isso é a “cara do medo”.
Espere um pouco! O Sol, outrora se recolheu, entretanto, voltou. E olhe só: nem avisou. Você nem contava com isso. Programou-se totalmente para os dias de chuvas. E claro, os nublados, você tira de letra. Comprou capa de chuva, bota de chuta, guarda-chuva e essa coisa toda de inverno. Todas as peças num tom escuro que é para combinar com os dias, óbvio. Sim, mas e o Sol? Ele está aí. E agora? Sua luz cada vez mais forte começa a fazer com que você enxergue o chão que pisa ou evita pisar – há muito tempo. Ele seca as suas roupas, que parecem não combinar em nada com o dia que Ele te dá novamente (é possível?). Cheiro de flor. De brisa. Pássaros. Gente na rua, à sua volta... Coração batendo (numa alegria - relutada, afinal o Sol parecia não voltar nunca mais). Ele está aí. E agora? Parece tão perfeito que você decide trocar a roupa e não esconder-se mais. Sensação de puro gozo, surpresa, recomeço, ímpar... As coisas começam a caber, acrescer, agregar e além de tantos sinônimos, tudo soma (que é pra ser mais). Sensação térmica para o hoje: sensação par.
Évilin Melo
sexta-feira, 15 de agosto de 2014
26 Anos Após
Do mesmo modo que a vida te prega uma peça e te faz padecer de falta e vazio na alma por almejar ter, viver e ser, não necessariamente nessa ordem. Ela te puxa, quase como que numa fração de segundos – eu quis dizer puxar pra cima, no pleonasmo. Esse tempo calcula-se pelo susto do novo que sobreveio (já escrevi sobre esse tal de novo, que chega de ímpeto. Mas, esse não. Esse é diferente). O tempo que ansiamos para que as coisas aconteçam já não é tão rápido como a “fração da surpresa”, e por isso podemos ter perdido anos de espera dentro de alguns meses. É enfadonho. Uma espera que resultou em envelhecimento da alma, agora, se finda. Folga o seu grito. A respiração volta ao seu lugar. Você começa a ter covinhas na bochecha. As borboletas chegaram à barriga... A dinâmica da vida te trouxe o novo: com o arco-íris, o pote de ouro, o céu de estrelas, o beijo molhado, o abraço apertado e tudo o mais. E você, escreve sobre isso. Tudo que sempre esperou está ali e é tão bom que não sabe como reagir... Escrever poemas, sorrir sozinha, sentar na cadeira do terraço, sentir o cheiro de terra molhada, agora são parte do novo. As luzes acenderam-se! E você será eternamente grata por isso. Mesmo que “seja infinito enquanto dure”.
Por Évilin Melo.
Por Évilin Melo.
quinta-feira, 3 de julho de 2014
Três de Julho
Estou há quase 72h sem dormir. De ontem pra hoje, minha mãe precisou ser socorrida por conta de uma virose fortíssima, segundo o médico. Já foi medicada e passa bem. Depois de uma noite em claro (pois fiquei de atalaia, na cama dela na intenção de ver qualquer reação), fui ao trabalho, e, apesar de estar “beirando” minhas férias que começam sexta-feira, sinto-me fadada ao cansaço eterno (risos).
Bem, chegando ao trabalho deparo-me com “N” questões para resolver. Entre uma coisa e outra, começamos a conversar, eu e uma senhora que aparentava ter seus quase sessenta anos. No início, a conversa parecia sem fundamento, só pra passar o tempo.
Nesse vai e vem, ela deixou escapar: “tenho essa idade, e não há como falar do meu pai sem me emocionar; eles não estão mais aqui, nem pai e nem minha mãe, sou filha de pais separados, e ainda sinto falta do meu pai que se separou de minha quando eu ainda tinha nove anos de idade. Tive que assumir meus irmãos para que ela pudesse trabalhar, não tive o tempo deles”, percebi que tínhamos entrado num assunto tão profundo que até mexia comigo, e me comoveu sobremaneira – estava quase ás lágrimas também. Questionei o motivo, ela me disse que existem papéis que o pai exerce que não cabe à mãe, e vice-versa. Funciona como uma forma de contrapeso, pelo que entendi. Completei: "é, você tem razão, talvez se meu pai tivesse aqui, teria tomado outras decisões...”, “uma coisa é perdê-lo por obra do destino, doença, como foi o seu caso, outra coisa é: ele escolher ir”, disse ela. Respirei fundo. A conversa foi interrompida por afazeres que não podiam esperar.
Dissimulei aquelas palavras... Esquadrinhei...
O que torna o ato (de ir) desumano e indigno é o fato de que, quem resolveu ir teve a chance de escolher ser – nesse caso, ser pai -, e não deu a chance do outro escolher ser (o filho). Como se fosse possível escolher ser pai e escolher deixar de ser, depois de ter colocado uma "cria" no mundo. Certa vez questionaram-me se eu queria ser mãe. “óbvio”, respondi. Entretanto, antes disso, quero que meu (possível) filho tenha o que ele merece ter, entre educação, lazer e bem-estar, uma família. Independente dos desencontros, muitas vezes monstruosos que a vida traz. Enfim, não podia deixar passar em branco.
Anseio o dia em que a sociedade - que luta desenfreada por seus direitos -, possa reaver seus deveres ardentemente como quem não foge à luta.
Por Evilin Melo
Bem, chegando ao trabalho deparo-me com “N” questões para resolver. Entre uma coisa e outra, começamos a conversar, eu e uma senhora que aparentava ter seus quase sessenta anos. No início, a conversa parecia sem fundamento, só pra passar o tempo.
Nesse vai e vem, ela deixou escapar: “tenho essa idade, e não há como falar do meu pai sem me emocionar; eles não estão mais aqui, nem pai e nem minha mãe, sou filha de pais separados, e ainda sinto falta do meu pai que se separou de minha quando eu ainda tinha nove anos de idade. Tive que assumir meus irmãos para que ela pudesse trabalhar, não tive o tempo deles”, percebi que tínhamos entrado num assunto tão profundo que até mexia comigo, e me comoveu sobremaneira – estava quase ás lágrimas também. Questionei o motivo, ela me disse que existem papéis que o pai exerce que não cabe à mãe, e vice-versa. Funciona como uma forma de contrapeso, pelo que entendi. Completei: "é, você tem razão, talvez se meu pai tivesse aqui, teria tomado outras decisões...”, “uma coisa é perdê-lo por obra do destino, doença, como foi o seu caso, outra coisa é: ele escolher ir”, disse ela. Respirei fundo. A conversa foi interrompida por afazeres que não podiam esperar.
Dissimulei aquelas palavras... Esquadrinhei...
O que torna o ato (de ir) desumano e indigno é o fato de que, quem resolveu ir teve a chance de escolher ser – nesse caso, ser pai -, e não deu a chance do outro escolher ser (o filho). Como se fosse possível escolher ser pai e escolher deixar de ser, depois de ter colocado uma "cria" no mundo. Certa vez questionaram-me se eu queria ser mãe. “óbvio”, respondi. Entretanto, antes disso, quero que meu (possível) filho tenha o que ele merece ter, entre educação, lazer e bem-estar, uma família. Independente dos desencontros, muitas vezes monstruosos que a vida traz. Enfim, não podia deixar passar em branco.
Anseio o dia em que a sociedade - que luta desenfreada por seus direitos -, possa reaver seus deveres ardentemente como quem não foge à luta.
Por Evilin Melo
sábado, 7 de junho de 2014
Sete de Junho
Por esses dias perguntei à uma menina de 10 anos, o que a família representava pra ela, e ela com um sorriso de canto de boca, respondeu: "um coração completo". Conhecendo seu histórico e âmbito familiar (de troca de casa, de abandono, rejeição e traumas - enfim, encontrou um lar ao seu gosto - o tanto de dor que essa menina sentiu, em toda a minha experiência de vida não senti. Concordo com quem acredita que idade não tem haver com experiência, a vida trata de nos apresentar. Mas seria mesmo necessário toda a vivência dessa pequena criatura?), fiquei perplexa por alguns (longos) segundos; refleti nisso durante alguns dias, nos seus pais, avós e tias que têm contribuído para o crescimento e educação dessa criança. Por mais que eu tenha consciência do que essa "garotinha" enfrentou/enfrenta, eu não tenho noção do quanto a atual influência familiar a têm tocado, e por sua resposta, acredito que é profundamente. Me veio à mente a responsabilidade de educar uma criança, principalmente nos dias de hoje, e não digo isso por conta da política (que desde outrora nem quisera apresentar à minha possível posteridade), drogas, violência e toda essa " modernidade" suicida que vivemos e que nem nos é dado o direito de discordar/opinar que seremos punidos (num País democrático?); falo pelos próprios responsáveis, inclusive, já havia citado em um outro texto que os tais são: máquinas de fazer sexo e boas parideiras (ou seria parideiras boas?), que não se preocupam no mínimo com o sentimento do pequeno coração que nem precisa de tanto para estar completo, mas, que o pouco que lhe é acrescentado e/ou tirado o deixa incompleto. É tão normal haver famílias diferentes, dentre elas, mães e pais solteiros, e em muitos casos pude notar tamanha responsabilidade, amor e vocação para tal tarefa (a do serem pais), porém, nem sempre pedimos "permissão" aos pequeninos de fazerem um experimento com suas vidas indefesas. Qualquer pessoa pode ter um filho hoje em dia, seja por inseminação, barriga de aluguel, por conveniência, por adoção - nesse caso, acredito que é amor pra valer, não que os outros não sejam mas, na maioria das vezes (e em quase todas) não se "ganha" nada com isso, a única recompensa é a de serem pais, que é melhor que loteria (citei o exemplo porque o mundo que vivemos é capitalista) -, e então, dessa forma, fica mais fácil experimentar a sensação de ter um filho. Onde quero chegar com isso? Exatamente nos dez anos depois do nascimento dessa garota que não pediu para vir ao mundo, mas que de alguma forma, hoje consegue sentir-se com o coração completo. Dizem, que é fácil enganar criança, mas dizem também que quando nasce uma criança um mundo inteiro sorri. Julgo que houve trocas, nesse caso. Acho digno que todos os seres experimentem as melhores sensações que a vida oferece, acho mais justo ainda que crianças não façam parte de um experimento (sacana, irresponsável, desumano, banal), e que possuam um lar, educação, pais e família que merecem/desejam ter. Tenho esperança que o amor seja o domador dos sentimentos de toda humanidade e que casos assim não precisem ser repetidos. Que a sensação de ter um filho seja trocada pela sensação de serem pais.
Por Evilin Melo.
Por Evilin Melo.
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