domingo, 27 de março de 2016

27 de março de 2016

O mundo perdeu a sensibilidade pela vida.
Me deparei com notícias sombrias durante a semana e vivenciei fatos que me fizerem temer a viver.
É preciso força e coragem, dia após dia, para dar continuidade à dádiva que Deus que nos deu.
Muitas vezes, perguntam-me: "como você pode envolver Deus em todas as áreas da sua vida?", e eu respondo/pergunto: " como você consegue deixar Deus fora dos seus planos nesse mundo caótico?".
Eu não conseguiria com minhas próprias forças. Quando me rendo de joelhos a Ele e coloco diante dEle meus pesares, dúvidas e medo, sinto-me aliviada e protegida.
Há dias sombrios e que parecem ser "o fim", são nesses momentos que eu escolho Deus, mas há momentos em que a vida te abre um Sol e num raio de luz te mostra a direção; nestes momentos, continuo escolhendo Deus, afinal Ele me escolheu primeiro.
Como você consegue viver sem Ele, se Ele é a esperança de vida plena!?
Deus de paz, que acalma a alma em meio a insensibilidade, ao caos e a frustração, eu creio nEle

sexta-feira, 11 de março de 2016

COMO SABER SE NÃO É “GATO POR LEBRE?”.

O exercício de amar não fácil, levando em consideração que o amar é uma atividade diária. Por vezes queremos o par perfeito sem ao menos olhar as nossas imperfeições. Isto, em qualquer tipo de amor.
Vou me deter apenas ao amor “da sua vida”. Lembro-me da lista que fiz há alguns anos para o tal felizardo que me encontraria algum dia. Não é muito extensa, mas o primeiro tópico que escrevi foi “Que ele ame a Deus primeiro que a mim, pois dessa forma, ele não fará coisas que me machuquem porque em primeiro lugar ele não irá querer machucar o Espirito Santo”, e a lista seguiu. Depois a apresentei a Deus com as seguintes palavras: “se o Senhor enxergar algo que não consigo nessa lista, retira e põe a Tua vontade”.
Onde eu quero chegar? Não sei. Nosso coração é enganoso. Quero que Deus me leve ao centro de seu propósito e me faça enxergar quem eu sou nEle e o motivo da minha vã e passageira estadia na Terra. Talvez eu seja o feijão dentro do pote de sorvete e não me tenha enxergado... Há defeitos que consigo suportar “foram feitos para mim”, outros foram “feitos” para que me suportem...
Bem, quando a gente entrega nossa lista de prioridades a Deus, não podemos viver por nós e sim Ele que vive. O tempo de saber o que Deus quer e o tempo de esperar sem nem saber o que virá não é fácil, mas é extremamente necessário. Imagine: andar com as próprias pernas um longo e extenso caminho e ter que voltar ao início de tudo por não saber escolher o pote!?.
Há um tempo certo para que todas as coisas aconteçam. Às vezes nos desesperamos porque não confiamos, mas “um dia a gente aprende a dar um passo de cada vez, mas sem duvidar” porque Ele é a nossa garantia e esperança.
E quando o dia do “sim” de Deus acontece saberemos que ao abrirmos o pote encontraremos o sorvete ao invés do feijão. Ele é a nossa segurança.
Há potes e potes de sorvete, inclusive com bons sabores, mas não são para mim, preciso entender isso. A estabilidade do amor está em Deus que é o vinculo da perfeição. Ele é perfeito. Nós não somos. A partir disso, pressuponho: melhor deixar que Deus escolha o pote de sorvete com o sabor que eu preciso, não com o sabor que eu quero e não será “gato por lebre”.
Espere no Senhor. Seja forte! Coragem! Espere no Senhor.
Salmos 27:14

quarta-feira, 6 de maio de 2015

RECOMEÇAR (NO AMOR?).

Se começar é difícil, imagine recomeçar?

Todo recomeço é um novo começo dobrado: de empenho, dedicação, medo, de mudanças, de novos aprendizados e novas descobertas... As inseguranças do passado vêm à tona triplicando a vontade de parar tudo aquilo que parece bater na sua porta como da primeira vez.
Principalmente, se você foi a parte mais afetada da história, sim, porque ambos se machucam quando uma relação termina (talvez você nem entenda o motivo da dor do outro, já que não  causou tanto estrago em si...
Penso que recomeçar deve ser diferente de tudo que já foi vivido, literalmente. Obviamente, há a diferença de que ambos (do passado) já se conhecem, até então, a intimidade é algo que ajuda (será?). A não ser que seja para lembrar os defeitos e traumas vivenciados, o que estragaria tudo de vez e para sempre, o que transformaria a vida do casal em (re) construção, numa espécie de relação platônica.
Penso também que o recomeço deve ser a realização dos sonhos que não se realizaram (os possíveis, claro); aqueles que você esperava: apenas um sábado exclusivo ‘pros dois’, comendo pipoca no sofá e vendo qualquer filme na tevê, ou conhecer um lugar planejado que nunca foram. Ah, penso que poderiam viver um amor adolescente, que não conseguem deixar de se pensarem. Embora obrigações e vida corriqueira...
Mas, o recomeço é árduo. É andar nos trilhos consciente que pode cair. É corda bamba. É escuro sem vela. Penso em tanta coisa, que até varinha de condão deveria entrar nessa pra não estragar o negócio. Tem que ter peito. Matar aquele velho leão por dia, ou melhor, matar os fantasmas do passado. Mas tem que se ter um aliado (aliado forte), nesse caso: o parceiro. E esse aliado não precisa ser o de antes. Você pode recomeçar em tudo, inclusive, escolhendo quem também te escolhe. 
Ninguém recomeça nada sozinho, ninguém muda a história no vácuo de palavras... Ninguém pode pegar sua própria mão e dizer: “vamos em frente”.
Para recomeçar ambos precisam estar de acordo com tudo, e isso, inclui “regras”. Penso também, que ambos precisam lerem-se, sem nem ao menos trocar palavras. Cada passo de um, deve ser confirmado,  no outro.
O ponto do recomeço está nos erros do passado: não praticá-los. Mas dispor disso não está nos planos de tantos recomeços...
Entretanto, penso também, que deve haver tolerância entre uma coisa ou outra que o passado traga. Afinal, “ainda somos os mesmos”.
No fim das contas, o recomeço é pagar pra ver. É arcar com as consequências, é embarcar num barco (sem remo – talvez). É o incerto de novo tentando fazer dar certo e fazer acontecer.
É saber que pode ser furada, areia movediça... E mesmo assim achar saída pra recomeçar dentro ou fora do labirinto.
Nesse caso, já nem sei se cabe ao amor decidir.
Nem sempre a emoção ganha, mas se a razão decide, ao fim o que era utopia torna-se real. Palpável. "Sábia decisão é decidir amar.".

Por Évilin Melo.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Príncipe no Cavalo Branco (será?)

Muitas pessoas esperam seu príncipe encantado. Ele não existe, digo na lata, sem medo de errar. 
Desde criança - nós mulheres -, escutamos "Você é princesa e se casará com um príncipe" . Isso fica agarrado à nossa alma e não só aos nossos ouvidos a ponto de acreditarmos "pra sempre". Até que conhecemos o primeiro "príncipe" e começamos a namorá-lo.
No início, ele é tudo isso e muito mais. Ele é o nosso SIM quando tudo conspira para o NÃO. Ele não tem defeitos, não é feio, é trabalhador e estudioso, fiel como um cão e ama suas cartinhas românticas (vale salientar que só um dos lados enxerga assim).
Acho muito ilegal essa forma de "ensinar" que o mundo é legal com você: que vai lhe tratar com a mesma dose de respeito que você doa sem pedir "cachê"...
Já ouvi lindas histórias de amor, de príncipes (homens) que não vieram num cavalo branco, mas encantam qualquer mulher. Nesse caso, a mulher que ele escolheu. Na verdade, eles se escolhem.
Tais homens são admiráveis, não porque são perfeitos, muito pelo contrário, porque são príncipes suficientes para assumir erros e defeitos sem tentar ludibriar a inocência da amada, até então.
Não é justo. E não me conformo em cruzar o caminho de tantas mulheres que se submetem a viver uma vida de amarguras, solidão e choro só porque querem estar perto de seus príncipes. Ora, quem pode julgar?! Todas as mulheres que conheço, já submeteram-se à caprichos, a "acreditar" em desculpas esfarrapadas, em se contentar com um único beijo de despedida, a fim de não deixá-lo ir pra sempre. Afinal, já existe a expectativa de um próximo beijo de despedida, desde que ele não seja para sempre. Quem nunca pensou ou agiu assim? (É, eu mesma, já o fiz...).
Também não sei afirmar se vale a pena. Mas intimamente, todas acreditam que não vale.
É mais atraente, saber que existem homens que assumem suas fraquezas e "lutam" contra elas (mas eles são tão irracionais, às vezes, que o prazo pra que reconheçam "suas lutas" podem durar toda uma vida - lamentável vida masculina).
É, depois de umas rasteiras, você descobre que você não é princesa coisa nenhuma, mas seu valor excede à coroa que elas carregam em suas cabeças. E que seria bem melhor ensinarem você a se apaixonar pelo servo do castelo: não muito estimado, entretanto, homem suficiente para tornar-se príncipe (sem ser encantado).

Por Évilin Melo.

quarta-feira, 15 de abril de 2015

Nós não somos nada.

Enquanto não nos dermos conta que somos iguais, uns aos outros, seremos sempre miseráveis.
Enquanto trabalharmos para ganhar dinheiro, nunca seremos ricos.
Enquanto nos relacionarmos com alguém apenas para evitar a solidão, nunca amaremos.
Enquanto não formos gentis com as pessoas, apenas por sermos, sem querer nada em troca, seremos desumanos. Morreremos desumanos. 
Viveremos a ideia de viver.
Há vida vai além disso. Sempre me dizem que a vida é simples. Sinto intensamente que assim o é. Mas a simplicidade é algo difícil de encontrar... É mais fácil achar ouro em pó.
Évilin Melo

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

sábado, 31 de janeiro de 2015

AMANHÃ TENTO NOVAMENTE

O mundo está desistindo do amor...
As pessoas estão cansadas do verbo amar e por isso não é normal que o vejamos sendo conjugado. Tornou-se tão incomum "amar à", que qualquer forma de amor explícita nas ruas é de imediato considerada assédio. Mas, este não é o ponto. 
Há - não poucas - frases de efeito, circulando no nosso cotidiano e enchendo nossa cabeça com contos de fada, princípes encantados, pessoas cor-de-rosa e etc. E isso, tem feito com que esperemos muito mais do outro do que nós mesmos poderíamos entregar ao outro. 
Certa vez em minha infância, avistei de dentro do ônibus, ao longe, uma família (pai, mãe e filhos), e questionei o porquê de todos estarem ali, debaixo de um viaduto em caixas de papelão, "porque eles se amam", pensei. Eu não conhecia aquela família, porém, ela ganhou espaço dentro de mim até os dias de hoje. Era mais fácil se deixarem. É mais fácil encontrar abrigo apenas para um. Eles estariam divididos, verazmente. 
Atualmente, observo amores acabando-se por falta de dinheiro e até pela disputa do "quem ganha mais", acabam-se pela falta de saúde, por incompreensão, por não aceitar o jeito do outro, até mesmo pela própria traição (o que é mais comum). O que percebo é que sempre falta alguma coisa nessas relações partidas. É a ausência de algo que faz com que o amor acabe. Mas, afinal, "quem nunca?". 
Nós estamos desenvolvendo a insuficiência de amar, na velocidade da luz. Não interessa qual o tipo de amor: pela família, amigos e até mesmo pela pessoa com quem sonhamos. 
Eis o xis da questão: idealizamos as pessoas, e ao invés de amá-las como elas são, fazemos com que elas adequem-se ao nosso jeito de amar. Estamos intolerantes com o outro. Queremos o bem que o outro nos dá, mas não oferecemos nada. Esquecemos que a vida real pede muito mais de nós do que o conto da Cinderela. Somos humanos para nós mesmos, mas tiramos o sangue do outro para que ele seja/faça mais por nós. Não há nada encantado por aqui. O encanto está em fazer dar certo, em fazer permanecer. 
É mais fácil desistir do que continuar tentando... Tentar outra vez, cansa. "Por hoje basta, amanhã é outro dia", o que na prática, nunca o é. 
O amor daquela família (a do viaduto) que tinha ausência de tudo, ao meu olhar marejado da janela do ônibus, tinha a capacidade que muitos de nós não possui mais. Se eu não estiver errada: eles tinham mais do que pude enxergar. 
Obviamente, ninguém precisa demonstrar amor debaixo de um viaduto. Mas, a praticidade do nosso mundo não nos têm ajudado. Pelo contrário, quanto mais prático, mais rápido acaba. 
Não obstante, ainda consigo admirar poucos amores (sobreviventes ao "ponto final"), e é claro, o término dos amores é como o calo do sapato, cada um sabe a dor que sente... 
Nosso mundo está cheio de polaroides com amores não vivenciados... Tentar responder, tentar entender não me cabe. Mas, sabe qual é o problema? Penso muito, sinto muito, o tempo inteiro. 
Intimamente o que eu sinto? Sinto falta de ver amores de verdade.

Por Évilin Melo.